(Música, de autoria desconhecida, a partir do diálogo entre a Raposa e o Pequeno Príncipe, no livro "O Pequeno Príncipe", de Exupèry)
Uma palavra perdida, já quase esquecida me fez despertar Juntando sete letrinhas e todas juntinhas se lê CATIVAR.
Cativar é amar e também carregar Um pouquinho da dor que alguém tem pra levar.
Cativou, disse alguém, laços fortes criou Responsável tu és pelo que cativou.
No deserto tão só, entre homens também Vou tentar cativar, viver perto de alguém. Cativou, disse alguém, laços fortes criou Responsável tu és pelo que cativou.
NOTA HISTÓRICA IMPORTANTE:
Essa música, dependendo da versão ou tradução, pode ter algumas palavras diferentes, como: despertar, relembrar; juntando, contendo. Mas o significado da música não muda!
Para os alunos e professores da Emef. M. E. R.* (Jaguaré, São Paulo - SP) no final da década de 90 e início da década seguinte, a música Cativar tem um significado muito especial. Tínhamos nossos corais de professores e alunos, e esta música era um de nossos hinos: cantávamos sempre, sobretudo nos momentos felizes, mas também nos momentos nos quais precisávamos juntar energias para superar as dificuldades.
Sou muito grato a todas as pessoas daquela época, em especial as professoras Regina Célia (pianista) e Vanda (regente), responsáveis pelos nossos corais.
A partir do momento no qual nossa escola passou a ser administrada por pessoas (internas e externas) que colocaram a burocracia na frente do lado humano (prevalecendo o aspecto técnico sobre o educativo), nosso coral foi privado de apoio, e morto por inanição em questão de semanas. Foi uma perda lastimável. Nosso piano está literalmente jogado e semi destruido em uma sala da escola. Uma professora tentou tocá-lo, há três anos, e o mesmo caiu literalmente em seus pés; ano passado tentei dedilhar algumas notas musicais, mas os bemóis foram arrancados.
Não estou buscando culpados (nem precisa, eles estão evidentes), nem sendo saudosista, mas quero dizer apenas que alunos e professores que vieram no pós 2003 não fazem a menor idéia do que era trabalhar em nossa Emef. E tudo isso assegurava vínculos fortíssimos entre nós e a comunidade na qual estamos inseridos, vinculos estes que vemos e sentimos cada vez mais instáveis (por que será?!?).
Afinal, "somos eternamente responsáveis por quem cativamos" - e tenho dó, piedade, das almas de "educadores (?)" que ainda não se convenceram dessa verdade. Eu não poderia omitir esses fatos dos mais novos, pois tenho um compromisso para com minha consciência (senão, o que estaria fazendo como educador: formando ou deformando?).
Professor João César inverno de 2009 http://profjoao.zip.net http://profjoaocesar.spaces.live.com
(*) Nome da escola omitido, para evitar problemas, apesar de vivermos em um regime democrático que prevê liberdade de expressão. Tudo para provar que não estou contra instituições, cargos ou pessoas, mas à atitudes. Afinal, lembremos Santo Agostinho: "uma coisa é o pecado, outra é o pecador."
Mais uma planilha de sondagens feita e entregue. Isto basta? Quantos alfabéticos, quantos que resolvem problemas do campo aditivo, eu tenho e minhas colegas têm? Quantos que nossa Escola têm? Quantos a DRE têm? Quantos a cidade, a região metropolitana, o estado, o pais, a América têm? A interação professor-aluno mede-se somente por essas estatísticas?
Por outro lado, quem quer saber quantos alunos foram capazes de sorrir após uma conquista em sala de aula, por menor que tenha sido? E aquele aluno que veio correndo mostrar que já está lendo e entendendo a redação que fez sobre sua festa de aniversário, isso não conta? E aquele grupinho de alunos que usou alguns instantes da aula para homenagear sua ex professora e seu atual professor, estreitando ainda mais os vínculos humanos, não conta?
As sondagens e planilhas são super importantes, se levam a refletir a prática pedagógica. Mas se são prioritárias a ponto de atropelar os relacionamentos humanos... Lamentavelmente, serão úteis para mostrar que estamos abaixo das metas exatamente por termos abandonado os vínculos humanos entre educadores e educandos, educadores e educadores, seres humanos e seres humanos.
As caras fechadas, as pichações, os bullyings, as murmurações e as divisões são sinais mais do que claros de que mentes e corações se petrificaram. E isso é mensurável, quer por tais atitudes, quer por metas estabelecidas e não atingidas!
Se o lado humano for redescoberto, o ar melhora, os atos violentos diminuem, os educadores encaram os problemas como desafios e os educandos aprendem com mais facilidade. E tudo isso terá reflexos nas sondagens, planilhas e metas.
Não adianta subsídios de ótima qualidade, promessas de gratificações e prêmios, novas tecnologias, prédios bem arrumados, cursos e horários coletivos "de formação". Se o ser humano não for redescoberto e valorizado, tudo continua por água abaixo; a "formação" transforma-se em "deformação"; o educador, deformado, se auto-brutaliza; e o educando, que não é nenhum idiota, aproveita-se do quadro caótico para pedir socorro com suas atitudes que consideramos como violentas, mas não passam de pedido de socorro ("ei, estou aqui, você não vai fazer nada, olha do que sou capaz").
Presença educativa, acolhimento, preventividade, valorização do eu e do tu, vivência prática, respeito e valores universais, além do sentido correto de "comunidade", são palavras de ordem! Afinal, nossa profissão tem algo que outras não tem: lidar com o ser humano. E só sabe lidar com o ser humano quem é capaz de se humanizar, e humanizar seu ambiente e suas atitudes.
Aquelas imagens que carregamos conosco de "paraiso" e "inferno", "anjo" e "demônio", são, na verdade, atitudes e estados ambientais. Construídos por nós, por todos. A própria origem grego-hebraica das expressões "anjo" e "demônio", já dão conta das respectivas funções: "aquele que conduz, caminha junto"; ou "aquele que separa, se torna adversário, pedra de tropeço".
Afinal, o que somos e o que queremos: de nós e dos outros? Que tipo de seres humanos somos? Alguém já lembrou que "o ser humano se humaniza pela convivência". E só pode conviver quem de fato quizer conviver. E só se pratica aquilo que se vivencia.
Como convivência ainda não se mede por sondagens e planilhas, parece que estamos na contramão. Buscar culpados? Meter a cabeça dentro da areia e fazer de conta que não é comigo? Brincar de três macaquinhos (cego, surdo e mudo)? Se comportar como o sapo fervido, que morreu estufado e feliz, na água quente de sua lagoa? Esbravejar pelos quatro cantos? Murmurar? Ironizar? Apedrejar? Alienar-se? Ostentar-se como o mais sábio e inteligente, salvador da pátria? (Hitler também era)... Honestamente, não são atitudes inteligentes; apenas pioram o quadro.
Deixar como está? Já sabemos as consequências!
Re-humanizar - a si e aos outros, por meio de uma convivência verdadeira e construtiva, encarando os acertos e progressos dos outros, por menores que sejam, e encarando as dificuldades e erros como oportunidade de crescimento = caminho a ser redescoberto. Fácil? Não! Mas é possível, pois a "profissão de formadores de seres humanos" pode tornar isso possível; quem não estiver a fim disso, que raios de educador é?!?
João César (Educador por formação e vocação, há mais de uma década nesse desafio)
Agradeço, de coração, a todos que caminharam comigo neste primeiro semestre de 2009. Espero poder estar com vocês no segundo semestre. Que ninguém nos crie mais armadilhas, nem mude as regras do jogo! Quem me conhece, sabe porque escrevo assim.
Coloco nas mãos de Deus, que é Misericordioso - mas também Todo Poderoso, todos - e também aqueles que de certa forma contribuem para o afastamento entre educadores e educandos. Que Deus dê-lhes sabedoria para entenderem o que estão fazendo.
Aproveito para relembrar as duas mensagens anteriores a esta (alerta aos moradores do Jaguaré e a história de um grande educador), logo abaixo desta, neste mesmo blog.
Não é porque a educação é laica (isto é, não religiosa), que poderemos ignorar a grande contribuição que João Bosco, um padre católico, deu para com a Educação de seu tempo e até mesmo de hoje. Vale lembrar, por exemplo, que ele acolhia a todos os tipos de jovens, inclusive os delinquentes (e isto quando ainda nem se falava em inclusão escolar!) e era contra castigos corporais, tão comuns na mentalidade da época (segunda metade do século XIX, na Itália). Enfim, antecipou em sua época o que ainda começando a fazer no século XXI. Algumas crianças me procuraram, para que eu colocasse aqui na internet algo sobre o retrato daquele padre que elas viram em meu caderno de anotações. Quero lembrar que não se trata de doutrinação, mas fornecer informações válidas para esclarecer dúvidas e curiosidades. Abaixo, um breve texto de minha autoria:
JOÃO BOSCO, nascido na Itália, em 1815.
Um grande amigo das crianças, dos adolescentes e dos jovens.
Filho de família pobre, perdeu o pai quando tinha 2 anos.
A mãe era analfabeta, mas sempre ajudou o filho a estudar.
Trabalhava e estudava com muitos sacrifícios, andando vários quilômetros à pé, para a escola.
Ajudava sempre seus amigos, seus colegas. Fazia brincadeiras e contava histórias para alegrá-los.
Conseguiu formar-se padre que, naquela época, também era professor.
Naquele tempo a maior parte das pessoas não ia para a escola, não estudava.
O Padre João Bosco ajudou as crianças e os adolescentes pobres a estudarem e terem uma profissão.
Naquela época, a escola era muito chata e os alunos eram castigados.
Padre João Bosco mostrou que a escola podia ser alegre, sem castigos, mas com muita responsabilidade.
Padre João Bosco reunia-se com os alunos para ensinar e brincar, mudando o jeito da escola.
Ele recebia bem qualquer criança e adolescente que quisesse ficar com ele, especialmente os pobres e até mesmo quem era abandonado ou que saísse das prisões. Acolhia a todos!
Bem antes de morrer, João Bosco formou um grupo de padres para fazerem como ele.
Esse grupo cresceu e chegou a outros países, inclusive aqui no Brasil.
São os Padres Salesianos.
Além deles há as Religiosas (Filhas de Maria Auxiliadora), e também grupos de leigos (Cooperadores Salesianos), além de outros grupos (inclusive um brasileiro, a Canção Nova).
Mesmo quem não gosta da Igreja e dos padres precisa saber que Dom Bosco foi um grande defensor de crianças, adolescentes e jovens.
Aqueles que ele conhecia, também os que não conhecia.
O servidor público e o povo - um existe para o outro!
Sempre que vejo as pessoas reclamando do serviço público, quando eu mesmo não sou bem atendido pelo mesmo ou quando vejo outros servidores não desempenhando suas funções a contento, penso no papel verdadeiro do servidor público.
Tenho consciência de que, nas horas em que estou trabalhando como servidor público, devo servir ao público da mesma forma como gostaria ser tratado nas horas nas quais sou cidadão dependente do serviço público.
Quem é meu aluno sabe que eles também pagam meu salário de forma indireta, mas pagam. Sou contra certas falas que asseguram que paga pelo serviço público somente quem paga impostos diretamente. Isso não procede porque todas as pessoas, se não pagam impostos diretos (Imposto de Renda, IPTU, IPVA etc) pagam indiretamente, pois em cada produto comprado, existe uma porcentagem de imposto (ICMS) que é arrecadado pelo Governo Estadual e repassado também para os municípios.
E meu aluno já sabe: mesmo aquela balinha que ele comprou e está degustando escondido de mim, tem seu preço repartido em três partes, não iguais, mas repartido (uma parte fica para quem vendeu, outra vai para quem fabricou e uma ultima vai para o Governo, em forma de impostos).E é exatamente essa parte que fica com o Governo, por meio dos impostos, que volta para ele, sua família e todos os habitantes: hospitais, delegacias, escolas, conservação dos lugares públicos (aqueles que pertencem a todos, exatamente por causa dos impostos), bem como os funcionários que trabalham nesses prédios e locais, ou seja: os funcionários (ou servidores) públicos!
Eu tenho consciência disso. E faço questão que meu aluno cobre de mim quando meu serviço não esteja a contento. Mais que isso, levo meu aluno a refletir sobre o comportamento de outros servidores públicos, dentro e fora do prédio escolar, inclusive o Prefeito que também é servidor público (o mesmo imposto que paga meu salário, paga o dele também!!!).
Um detalhe especial: sou servidor público quando estou em serviço, dentro da repartição pública (no meu caso, que sou professor, dentro da escola, lecionando). Isso o faço por cinco horas diárias. As outras dezenove horas também sou cidadão pagante de impostos (diretos e indiretos), ou seja: pago meu salário, o de meus colegas, de meus superiores e do Sr. Prefeito também! Por isso, não é possível separar meu papel de servidor público do papel de cidadão. Mesmo porque sou uma única pessoa - faço parte de uma comunidade e trabalho para essa comunidade - não estou alienado, jogado dentro, estou e trabalho nela!
Agora, para terminar este texto, convido o leitor a uma reflexão prática de tudo isso que afirmei até aqui:
1) Como anda o serviço público em geral?
2) Você sabe cobrar pelas vias legais e certas ou fica somente reclamando por detrás e com as pessoas erradas (aquelas que não têm poder de decisão ou não levam as solicitações às pessoas competentes para tal)?
3) Você sabe cobrar de seu vereador e de seu prefeito aquilo que foi prometido e não cumprido (ao menos lembra-se do nome de seu candidato)? Você sabe quando ele está dizendo a verdade por inteiro ou escondendo algo?
4) Como você trata o espaço público (aquele que pertence a todos, porque todos pagam impostos, inclusive você)?
5) No caso específico da escola (sua ou de seu filho): você cobra bons serviços somente de um tipo de servidor público (por exemplo: professor, inspetor, coordenador etc) ou também daquele que poderia dar suporte do lado de fora do prédio também (policial, agente de trânsito, responsável pela limpeza e iluminação etc)?
6) Qual o seu grau e tipo de participação na escola (sua ou de seu filho)? - pense com carinho nessa questão, pois a qualidade do que é feito ali depende também de você, de sua ação consciente (sem misturar os papeis de familia e escola, cada qual é autoridade em seu espaço e em seu momento) ou de sua omissão!
Espero que todos tenham entendido o que coloquei neste texto. Ao menos quem me conhece tem a obrigação de ter entendido.
Abraços fraternais.
Prof. João Cesar.
Em tempo: sobre verdades e meias verdades, se você é do bairro do Jaguaré, dê uma visita em meu blog, para ver algo que lhe diz respeito, mesmo você pensando que não: http://jaguaresp.blogspot.com (o Jaguaré visto pelas lentes de um residente local, o qual não tem motivo de dizer meias verdades, exatamente por estar na mesma condição dos demais moradores e transeuntes: residente local. Como Educador, possuidor de uma escala de valores, não posso proclamar meias verdades! Verifique, em especial, nesse mesmo blog, sobre uma obra necessária, mas conduzida de forma esquisita (pelo menos até agora, junho de 2009): clique aqui.
Você abriria sua porta para qualquer um? Daria sua foto, seu endereço e seus detalhes pessoais para qualquer um que estivesse passando pela rua?
Pense bem nisso, porque colocar sua foto, dar dados seus e de sua família na internet, seria o mesmo que deixar sua casa sem porta e ficar contando sobre você a qualquer um que passasse na rua!
A internet existe para o bem, mas devemos saber usá-la a nosso favor, sem prejuízos a nós e aos outros. É como na vida real: existem coisas ótimas e coisas perigosas
Todos que me conhecem sabem muito bem que não sou contra a implantação do CEU Jaguaré, pois o mesmo une em um mesmo endereço coisas importantíssimas para o bairro: escolas (CEI, EMEI e EMEF), além de espaço para cultura e esportes. Aliás, é um projeto tão amplo e importante, que foi bolado na gestão anterior e implantado na atual.O que me incomoda é a forma pela qual está sendo implantado, bem como certas omissões de dados de seu entorno.
Vamos por partes.
01) Todos sabem que não se inventa alunos da noite para o dia. Os alunos do Jaguaré já estão acomodados em diversas escolas públicas do bairro, a saber: EMEF Marechal Espiridião Rosas, EMEF General Euclydes de Oliveira Figueiredo, além das Escolas Estaduais João Cruz Costa, Maria Eugênia Martins, Henrique Dumont Villares, Deputado Augusto Amaral e Professor Architiclino Santos - não contando as CEIs, EMEIs (Jaguaré e Ronaldo Porto Macedo), escolas particulares e conveniadas.
Dessa forma, para formar o corpo de alunos do CEU Jaguaré deverão ser deslocados alunos das citadas Escolas acima, levando-se em conta o endereço residencial das famílias, para priorizar quem reside no entorno. Até ai, tudo normal e natural. O que não se pode admitir é o fato de tirar das escolas, em pleno ano letivo, alunos para constituírem as novas classes do CEU.
Está sendo alardeado entre a comunidade local (inclusive uma Escola Municipal já começou a divulgação) que os alunos serão subtraídos de suas escolas no mês de setembro de 2009 para estudarem no CEU Jaguaré, rompendo-se os vínculos pedagógicos e afetivos gerados entre alunos e professores e alunos e alunos, o que vem contrariar e afrontar todas as modernas teorias pedagógicas.
Quanto a isso, questiono: por que não se faz a pesquisa de demanda e preferência agora, mas o deslocamento de alunos para o novo CEU apenas no início do ano letivo de 2010? Por que tanta pressa para deslocar esses alunos já em pleno 2009, rompendo com o bom senso? O que poderá estar por trás de tudo isso?
02) Informações do entorno, que a grande maioria da população desconhece: O terreno do CEU Jaguaré possui uma nascente de água. Até ai, tudo bem, mesmo porque essa água poderá ser usada pelo próprio CEU. Mas, se como vizinho o terreno tem um solo contaminado por lixo químico? Até que ponto essa água poderá ser usada? Quase em frente ao CEU, no prédio da antiga Cooperativa Agrícola de Cotia, a imprensa alternativa vem divulgando há meses suposto acúmulo de lixo químico, alvo inclusive de CPI na Assembleia Legislativa Paulista.
E mais: uma simples pequisa no site de fotos Flickr.com, com a tag "ceu jaguaré" mostra fotos da construção do CEU, com muita água e lama dentro. Pode ser água de chuva (o que mostra problema sério de drenagem) o mesmo água da referida nascente.
Por tudo isso, não posso me calar diante dos fatos e venho aqui divulgá-los. Percebam que não criei nada, apenas estou reproduzindo informações colhidas na internet, como pode-se verificar nas tomadas de telas abaixo. Tenho o dever ético de não me omitir diante dos fatos, pois possuo uma escala de valores que regem minhas ações. Afinal, sou educador e sou cristão também, e sei que as omissões seriam cobradas de mim algum dia (como temo um ser superior, não me faço de deus e sei respeitar meu semelhante como gostaria de ser respeitado)!
Finalizando: não estou contra instituições, cargos ou pessoas; apenas mostrando o que deve ser mostrado, lembrando que nada é conclusivo, mas deve ser levado em conta com a atenção que o fato merece. O CEU Jaguaré, pelo que já escrevi mais acima, é importantíssimo para o bairro, mas a forma pela qual está sendo implantado é um tanto quanto esquisita.
Vamos às tomadas de tela, tanto da imagens citadas, como dos noticiarios alternativos.
João César (morador do bairro desde que nasceu, família presente no mesmo há décadas [avô, João Pereira, foi fundador da Sociedade Amigos do Bairro]; membro ativo de comunidade católica [Paróquia São José do Jaguaré]; educador, por formação e vocação, ativo no bairro há mais de 12 anos, conhecedor das verdadeiras necessidades, sem máscaras e tapeações, não tolera injustiças e enganações [para si e para os outros] - "o bom exemplo para as novas gerações vem por atitudes, não por discursos bonitos e vazios").
Coleção de vários vídeos, com mensagens, reflexões e exemplos bem sucedidos de práticas educativas. Alguns vídeos são de minha autoria, outros não. No rodapé do video log há um índice numérico de páginas, pois são vários vídeos colocados nele. Espero que tais vídeos sejam úteis. Abraços fraternais.
Que canto mais lindo Que vem pelo ar Vem vindo de todo lugar Que canto mais lindo Que brilho que luz Encanta me abraça, seduz
Que canto mais lindo Que força que tem Que canto que me faz tão bem Que voz de criança Que cheiro de flor Que verde esperança de amor
01 -- Eu canto tanto quanto preciso for 02 -- Eu canto porque nunca vai ser demais 03 -- Eu canto a liberdade, eu canto o amor 04 -- E eu pela felicidade e a paz
05 -- Eu canto pro poeta e pro sonhador 06 -- Eu canto só de ver o verde jardim 07 -- Eu canto aquela velha rima com flor 08 -- Eu canto porque cantar é tão bom assim _____________________________
09 -- Eu canto pra espalhar o dom de viver 10 -- Eu canto por aqueles que não tem pão 11 -- Eu canto por amor aos que vão nascer 12 -- Pra quem maltrata a terra, não canto não
13 -- Eu canto até pra quem não quer escutar 14 -- Eu canto pelos que perderam a voz 15 -- Eu canto por todos que vão se encontrar 16 -- E eu por uma coisa dentro de nós.
UMA HISTÓRIA VERÍDICA: FILHO DE ANALFABETA E ÓRFÃO DE PAI – DARÁ BOA COISA?
UMA HISTÓRIA VERÍDICA: FILHO DE ANALFABETA E ÓRFÃO DE PAI – DARÁ BOA COISA?
Certa vez,em uma vila rural de algum lugar por este mundo afora, vivia um garoto, em meio a muitos trabalhos domésticos. Vivia junto com seu meio irmão, fruto do casamento de sua mãe com o primeiro marido dela, este já falecido (por isso casou-se novamente, e teve o menino, protagonista desta história).
Aos dois anos de idade, o menino perdeu o pai, que morrera doente. Já mais velho, queria estudar, contrariando a vontade de seu meio irmão, que opôs-se duramente, pois acreditava que todos deveriam trabalhar braçalmente, sem perder tempo com estudos. A mãe de ambos, que era analfabeta, propôs que seu caçula poderia estudar nas horas vagas do trabalho doméstico de sua propriedade rural.
O menino cresceu e quis ir para a escola. Naquela vila não havia escolas. A mãe, analfabeta, incentivou que o garoto fosse para a escola, mesmo em meio as maiores dificuldades: uma caminhada de cerca de dez quilômetros diários, quer chovesse, fizesse sol ou nevasse.
Será que o menino desistiu? Será que ficou traumatizado em meio a tudo isso (perda do pai, meio irmão violento, mãe analfabeta, vida de menino pobre em meio a muitos trabalhos para sobreviver)?
Nada disso! O menino cresceu, tornou-se um hábil educador, capaz de atrair para si jovens de tudo que era tipo (inclusive ex-presidiários), um exemplar padre e fundador de uma família religiosa que em 2009 comemora 150 anos de existência.
A mãe, analfabeta, que tanto o ajudou: Margarida Occhiena. O menino persistente: João Melchior Bosco, mais conhecido como Dom Bosco!
Contam que na carpintaria houve, certa vez, uma estranha assembleia.
Foi uma reunião de ferramentas para "acertar as suas diferenças".
O MARTELO exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho: e além do mais, passava todo o tempo "golpeando". O MARTELO aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o PARAFUSO, dizendo que ele "dava muitas voltas" para conseguir algo.
Diante do ataque, o PARAFUSO concordou, mas, por sua vez, pediu a expulsão da LIXA. Dizia que ela "era muito áspera" no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A LIXA acatou, com a condição de que se expulsasse o METRO, que sempre "media os outros, segundo sua medida", como se fosse o único perfeito.
Nesse momento, entrou o CARPINTEIRO! Entrou, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o MARTELO, a LIXA, o METRO e o PARAFUSO. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia reativou a discussão.
Foi então que o SERROTE tomou a palavra e disse:
"Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com 'nossas qualidades', com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, concentremo-nos em nossos pontos fortes".
A assembleia entendeu que o martelo era FORTE, o parafuso UNIA e DAVA FORÇA, a LIXA era especial para limar e AFINAR ASPEREZAS, e o metro era PRECISO e EXATO. Sentiam alegria pela oportunidade de trabalharem juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando busca, com sinceridade, os pontos fortes dos outros, florescem as "melhores conquistas humanas".
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo.
Mas encontrar qualidades... isto é para os sábios!!!
Um agricultor pobre tinha um pedacinho de terra e umas vaquinhas. Ele morava ao lado de um agricultor muito rico que tinha muitas terras e muitas cabeças de gado.
Certo dia, uma vaca que pertencia ao agricultor pobre arrebentou a cerca e entrou na plantação do agricultor rico. Este ficou indignado e queria que o pequeno proprietário pagasse tudo aquilo que a vaca comeu. O pequeno agricultor disse que não tinha condições, mas que pagaria depois da safra.
No domingo, enquanto o pequeno agricultor foi a missa, o grande resolveu presenteá-lo. Ao chegar em casa, admirado com tal gesto, o pequeno agricultor abriu a caixa. Surpresa! Encontrou estrume de vaca... O cheiro era desagradável e irritante.
Este fato não poderia ficar sem troco. O pequeno agricultor enviou também um presente ao latifundiário. Este, com receio, abriu a caixa e encontrou um bonito queijo. Logo pensou: "Deve estar envenenado". Chamou delicadamente suo empregada e disse:
- Hoje você vai comer o primeiro pedaço. O homem rico logo guardou o queijo e, no café do dia seguinte, pediu afetuosamente à empregada:
- Como passou a noite, não sentiu dores?
- Não.
Então o homem rico começou a comer o queijo, que era excelente, porém, quando estava no terceiro pedaço encontrou um plástico e um papel enrolado. Logo pensou: "Aqui está a maldade". Abriu o plástico, desenrolou o papel com muito medo e encontrou uma frase que dizia: "Cada um dá o que tem".
IMPORTANTE: Você, que tem contato direto comigo (educador, aluno e respectiva família) poderá, a partir de agora, acessar meu espaço no Windows Live, em especial meu blog ali, no endereço: http://profjoaocesar.spaces.live.com/
SUGESTÃO: Pegue uma folha sulfite e divida ao meio. De um lado desenhe o que está bom em sua vida (e, portanto, não precisa mudar). Do outro lado, o que precisa ser mudado, para que você tenha, de fato, uma vida nova!
________________________________________________
POR QUE CADA ANO A PÁSCOA TEM UMA DATA DIFERENTE?
Na verdade, a Páscoa Cristã (Ressurreição de Jesus Cristo) é conseqüencia de duas outras datas:
1) A Páscoa judaica (que coincidiu com a morte e ressurreição de Jesus Cristo - basta lembrar que os judeus tiveram pressa em crucificar e retirar Jesus da cruz, pois estavam na véspera da páscoa judaica e não queriam estragar a solenidade, veja isso nos Evangelhos,especialmente no de São João, cap. 19, versiculo 31).
2) Festas pagãs de comunidades européias primitivas, que festejavam a chegada da Primavera e reverenciavam a natureza por seus frutos.
Então a Páscoa enquanto data é resultado da junção dessas duas datas, com prevalência óbvia da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sobretudo para substituir a festa pagã da primavera.
Dessa forma, a Páscoa sempre é comemorada na noite do sábado da primeira lua cheia após o equinócio de março, continuando no domingo, dai a Páscoa sempre no domingo - primeiro dia da semana (início da primavera na Europa, outono para nós - vale lembrar das aulas de Geografia). Por isso a data da Páscoa sempre é móvel, pois segue o calendário lunar.
E a Páscoa é a data central do calendário católico. A partir dela (noite do 1º sábado de lua cheia após o equinócio de março) são calculadas todas as outras datas católicas, antes e depois:
• Quarenta dias antes é a Quaresma (lembrando os 40 dias que Jesus esteve no deserto), antes dela o carnaval e a quarta-feira de cinzas (o carnaval é calculado a partir da Páscoa, e não esta a partir dele).
• Cinqüenta dias após a Páscoa temos Pentecostes (a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos, que estavam com medo, pois Jesus ressuscitado já havia voltado definitivamente ao céu na ascensão; a partir de Pentecostes ficaram com coragem de anunciar sua fé). Dai duas semanas, em uma 5ª feira, temos a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo.
Pode parecer que eu queira fazer catequese ou doutrinamento neste espaço. Nada disso. Quero apenas explicar o porque das datas móveis de origem católica. Mesmo porque são datas, em sua maioria, presentes no calendário civil.
"A Paz é fruto da Justiça" - Campanha da Fraternidade 2009
(o vídeo acima não foi editado por mim, é link externo)
Hino da CF 2009 Cantos da Quaresma ano B - CF 2009
1. Ó povo meu, chegou a mim o teu lamento, Conheço o medo e a insegurança em que estás. Eu venho a ti, sou tua força e teu alento. Vou te mostrar caminho novo para a paz
Refr.: Onde pões tua confiança? Segurança, quem te traz? É o amor que tudo alcança; Só a justiça gera a paz!
2.Quando o direito habitar a tua casa, Quando a justiça se sentar à tua mesa, A segurança há de brincar em tuas praças; Enfim, a paz demonstrará sua beleza
3. A segurança é vida plena para todos: Trabalho digno, moradia, educação; É ter saúde e os direitos respeitados; É construir fraternidade, é ser irmão.
4. É vão punir sem superar desigualdades; É ilusão só exigir sem antes dar. Só na justiça encontrarás tranquilidade; Não-violência é o jeito novo de lutar.
5. É como teia de aranha, a segurança (Jó 8,14) De quem confia só nas armas, no poder. Não é violência, não são grades ou vingança Que irão fazer paz e justiça florescer.
6. Eu desposei-te no direito e na justiça; Com grande amor e com ternura te escolhi. (Os 2,18) Como aceitar o desrespeito, a injustiça, A intolerância e o desamor que vêm de ti?!
Narração da história, de domínio popular, na qual o sábio avô ensina ao neto que não conseguirá nada enquanto bate na tartaruga, pois somente o calor do acolhimento, do carinho, lava a tartaruga a sair de seu casco.
Complementa essa narração a música "Vida", do Padre Gildásio Mendes, onde aspectos positivos da vida são valorizados, dos mais simples aos mais complexos.
O presente vídeo é para uso didático, interditado todos os demais.
A história do macaco que desrespeitava todos os animais da floresta, colocando-lhes apelidos, terminou quando o leão, em uma reunião, foi taxativo: "Na floresta somos todos diferentes, ninguém é mais, ninguém é menos do que o outro. Se não nos respeitamos, haverá guerra, e não mais a paz".
Complementando essa fábula, a música "O Quintal": " A palavre é uma arma (...) antes de dizer as coisas, pense ao menos um momento (...) ninguém nasceu perfeito, o importante é ser decente".
Portanto, o tema deste meu vídeo é: RESPEITO.
ATENÇÃO: Este vídeo destina-se somente a ser usado em aulas (na íntegra e com créditos).
Casa dos mil espelhos - Depende de nós (Mensagem do Prof. João para 2009 - com som)
Casa dos mil espelhos - Depende de nós (Mensagem do Prof. João para 2009 - com som).
Tempo de duração: 05 minutos.
Composto por uma fábula (Casa dos mil espelhos) e uma música (Depende de nós), quer mostrar que tudo o que fazemos (de bom ou não) volta para nós, como o reflexo em um espelho.
São dois textos que sempre trabalhei em sala de aula no início de cada ano, e aqui reuni em forma de vídeo.
Neste formato, vale para crianças, jovens e adultos. Principalmente com os quais atuarei mais diretamente: alunos, familiares de alunos, colegas-educadores, equipe tecnico-pedagógica etc.
Com a publicação deste vídeo, fica inaugurado este espaço (joaocesar.zip.net/videos/) como local de intercâmbio de mensagens em forma de vídeos. Todos os meses haverá a publicação de um deles, para ser explorado no ambiente educativo.
Esta iniciativa, porém, não cria qualquer tipo de vínculo institucional entre professor-internet. Mas é uma ferramenta a mais no universo de aprendizagem.
Uma singela homenagem ao Grande Educador São João Bosco.
Em linguagem simples, rápidos traços de sua vida, atualizada para nossos dias.
Este vídeo não é institucional, não é oficial.
O texto é de minha autoria; As fotos são do site oficial http://www.sdb.org/ (com opção de línguas)- também acervo do site Google; A trilha sonora é da cantora católica Eliana Ribeiro, da Comunidade Canção Nova ( http://www.cancaonova.com/ )
ATENÇÃO: singela homenagem, sem vínculos institucionais, nem a pretensão de substituir materiais mais elaborados. Pensei apenas em uma linguagem mais acessível ao público infanto-juvenil. Grato pela compreensão. Fiquem à vontade para assistir, copiar, multiplicar, divulgar...
Este vídeo, montado a partir da música de Chico Buarque, mostra a realidade angustiante vivenciada por diversos educadores pelo Brasil afora, especialmente por aqueles que lecionam comigo.
Não é uma crítica a pessoas (as quais devem ser respeitadas sempre, mesmo que não respeitem), mas a determinadas ATITUDES.
Afinal, o pecador (sujeito) não pode confundido com o pecado (sua ação), como afirmou várias vezes o grande Teólogo Santo Agostinho.
As pessoas que oprimem deveriam pensar que para cada ação, há uma reação. Optei por reagir artisticamente, porque ainda acredito no ser humano e nos princípios democráticos.
Abraços cordiais a todos!
Professor João César São Paulo - SP - Brasil (primavera de 2008)