Não é porque a educação é laica (isto é, não religiosa), que poderemos ignorar a grande contribuição que João Bosco, um padre católico, deu para com a Educação de seu tempo e até mesmo de hoje. Vale lembrar, por exemplo, que ele acolhia a todos os tipos de jovens, inclusive os delinquentes (e isto quando ainda nem se falava em inclusão escolar!) e era contra castigos corporais, tão comuns na mentalidade da época (segunda metade do século XIX, na Itália). Enfim, antecipou em sua época o que ainda começando a fazer no século XXI. Algumas crianças me procuraram, para que eu colocasse aqui na internet algo sobre o retrato daquele padre que elas viram em meu caderno de anotações. Quero lembrar que não se trata de doutrinação, mas fornecer informações válidas para esclarecer dúvidas e curiosidades. Abaixo, um breve texto de minha autoria:
JOÃO BOSCO, nascido na Itália, em 1815.
Um grande amigo das crianças, dos adolescentes e dos jovens.
Filho de família pobre, perdeu o pai quando tinha 2 anos.
A mãe era analfabeta, mas sempre ajudou o filho a estudar.
Trabalhava e estudava com muitos sacrifícios, andando vários quilômetros à pé, para a escola.
Ajudava sempre seus amigos, seus colegas. Fazia brincadeiras e contava histórias para alegrá-los.
Conseguiu formar-se padre que, naquela época, também era professor.
Naquele tempo a maior parte das pessoas não ia para a escola, não estudava.
O Padre João Bosco ajudou as crianças e os adolescentes pobres a estudarem e terem uma profissão.
Naquela época, a escola era muito chata e os alunos eram castigados.
Padre João Bosco mostrou que a escola podia ser alegre, sem castigos, mas com muita responsabilidade.
Padre João Bosco reunia-se com os alunos para ensinar e brincar, mudando o jeito da escola.
Ele recebia bem qualquer criança e adolescente que quisesse ficar com ele, especialmente os pobres e até mesmo quem era abandonado ou que saísse das prisões. Acolhia a todos!
Bem antes de morrer, João Bosco formou um grupo de padres para fazerem como ele.
Esse grupo cresceu e chegou a outros países, inclusive aqui no Brasil.
São os Padres Salesianos.
Além deles há as Religiosas (Filhas de Maria Auxiliadora), e também grupos de leigos (Cooperadores Salesianos), além de outros grupos (inclusive um brasileiro, a Canção Nova).
Mesmo quem não gosta da Igreja e dos padres precisa saber que Dom Bosco foi um grande defensor de crianças, adolescentes e jovens.
Aqueles que ele conhecia, também os que não conhecia.
O servidor público e o povo - um existe para o outro!
Sempre que vejo as pessoas reclamando do serviço público, quando eu mesmo não sou bem atendido pelo mesmo ou quando vejo outros servidores não desempenhando suas funções a contento, penso no papel verdadeiro do servidor público.
Tenho consciência de que, nas horas em que estou trabalhando como servidor público, devo servir ao público da mesma forma como gostaria ser tratado nas horas nas quais sou cidadão dependente do serviço público.
Quem é meu aluno sabe que eles também pagam meu salário de forma indireta, mas pagam. Sou contra certas falas que asseguram que paga pelo serviço público somente quem paga impostos diretamente. Isso não procede porque todas as pessoas, se não pagam impostos diretos (Imposto de Renda, IPTU, IPVA etc) pagam indiretamente, pois em cada produto comprado, existe uma porcentagem de imposto (ICMS) que é arrecadado pelo Governo Estadual e repassado também para os municípios.
E meu aluno já sabe: mesmo aquela balinha que ele comprou e está degustando escondido de mim, tem seu preço repartido em três partes, não iguais, mas repartido (uma parte fica para quem vendeu, outra vai para quem fabricou e uma ultima vai para o Governo, em forma de impostos).E é exatamente essa parte que fica com o Governo, por meio dos impostos, que volta para ele, sua família e todos os habitantes: hospitais, delegacias, escolas, conservação dos lugares públicos (aqueles que pertencem a todos, exatamente por causa dos impostos), bem como os funcionários que trabalham nesses prédios e locais, ou seja: os funcionários (ou servidores) públicos!
Eu tenho consciência disso. E faço questão que meu aluno cobre de mim quando meu serviço não esteja a contento. Mais que isso, levo meu aluno a refletir sobre o comportamento de outros servidores públicos, dentro e fora do prédio escolar, inclusive o Prefeito que também é servidor público (o mesmo imposto que paga meu salário, paga o dele também!!!).
Um detalhe especial: sou servidor público quando estou em serviço, dentro da repartição pública (no meu caso, que sou professor, dentro da escola, lecionando). Isso o faço por cinco horas diárias. As outras dezenove horas também sou cidadão pagante de impostos (diretos e indiretos), ou seja: pago meu salário, o de meus colegas, de meus superiores e do Sr. Prefeito também! Por isso, não é possível separar meu papel de servidor público do papel de cidadão. Mesmo porque sou uma única pessoa - faço parte de uma comunidade e trabalho para essa comunidade - não estou alienado, jogado dentro, estou e trabalho nela!
Agora, para terminar este texto, convido o leitor a uma reflexão prática de tudo isso que afirmei até aqui:
1) Como anda o serviço público em geral?
2) Você sabe cobrar pelas vias legais e certas ou fica somente reclamando por detrás e com as pessoas erradas (aquelas que não têm poder de decisão ou não levam as solicitações às pessoas competentes para tal)?
3) Você sabe cobrar de seu vereador e de seu prefeito aquilo que foi prometido e não cumprido (ao menos lembra-se do nome de seu candidato)? Você sabe quando ele está dizendo a verdade por inteiro ou escondendo algo?
4) Como você trata o espaço público (aquele que pertence a todos, porque todos pagam impostos, inclusive você)?
5) No caso específico da escola (sua ou de seu filho): você cobra bons serviços somente de um tipo de servidor público (por exemplo: professor, inspetor, coordenador etc) ou também daquele que poderia dar suporte do lado de fora do prédio também (policial, agente de trânsito, responsável pela limpeza e iluminação etc)?
6) Qual o seu grau e tipo de participação na escola (sua ou de seu filho)? - pense com carinho nessa questão, pois a qualidade do que é feito ali depende também de você, de sua ação consciente (sem misturar os papeis de familia e escola, cada qual é autoridade em seu espaço e em seu momento) ou de sua omissão!
Espero que todos tenham entendido o que coloquei neste texto. Ao menos quem me conhece tem a obrigação de ter entendido.
Abraços fraternais.
Prof. João Cesar.
Em tempo: sobre verdades e meias verdades, se você é do bairro do Jaguaré, dê uma visita em meu blog, para ver algo que lhe diz respeito, mesmo você pensando que não: http://jaguaresp.blogspot.com (o Jaguaré visto pelas lentes de um residente local, o qual não tem motivo de dizer meias verdades, exatamente por estar na mesma condição dos demais moradores e transeuntes: residente local. Como Educador, possuidor de uma escala de valores, não posso proclamar meias verdades! Verifique, em especial, nesse mesmo blog, sobre uma obra necessária, mas conduzida de forma esquisita (pelo menos até agora, junho de 2009): clique aqui.
Você abriria sua porta para qualquer um? Daria sua foto, seu endereço e seus detalhes pessoais para qualquer um que estivesse passando pela rua?
Pense bem nisso, porque colocar sua foto, dar dados seus e de sua família na internet, seria o mesmo que deixar sua casa sem porta e ficar contando sobre você a qualquer um que passasse na rua!
A internet existe para o bem, mas devemos saber usá-la a nosso favor, sem prejuízos a nós e aos outros. É como na vida real: existem coisas ótimas e coisas perigosas
Todos que me conhecem sabem muito bem que não sou contra a implantação do CEU Jaguaré, pois o mesmo une em um mesmo endereço coisas importantíssimas para o bairro: escolas (CEI, EMEI e EMEF), além de espaço para cultura e esportes. Aliás, é um projeto tão amplo e importante, que foi bolado na gestão anterior e implantado na atual.O que me incomoda é a forma pela qual está sendo implantado, bem como certas omissões de dados de seu entorno.
Vamos por partes.
01) Todos sabem que não se inventa alunos da noite para o dia. Os alunos do Jaguaré já estão acomodados em diversas escolas públicas do bairro, a saber: EMEF Marechal Espiridião Rosas, EMEF General Euclydes de Oliveira Figueiredo, além das Escolas Estaduais João Cruz Costa, Maria Eugênia Martins, Henrique Dumont Villares, Deputado Augusto Amaral e Professor Architiclino Santos - não contando as CEIs, EMEIs (Jaguaré e Ronaldo Porto Macedo), escolas particulares e conveniadas.
Dessa forma, para formar o corpo de alunos do CEU Jaguaré deverão ser deslocados alunos das citadas Escolas acima, levando-se em conta o endereço residencial das famílias, para priorizar quem reside no entorno. Até ai, tudo normal e natural. O que não se pode admitir é o fato de tirar das escolas, em pleno ano letivo, alunos para constituírem as novas classes do CEU.
Está sendo alardeado entre a comunidade local (inclusive uma Escola Municipal já começou a divulgação) que os alunos serão subtraídos de suas escolas no mês de setembro de 2009 para estudarem no CEU Jaguaré, rompendo-se os vínculos pedagógicos e afetivos gerados entre alunos e professores e alunos e alunos, o que vem contrariar e afrontar todas as modernas teorias pedagógicas.
Quanto a isso, questiono: por que não se faz a pesquisa de demanda e preferência agora, mas o deslocamento de alunos para o novo CEU apenas no início do ano letivo de 2010? Por que tanta pressa para deslocar esses alunos já em pleno 2009, rompendo com o bom senso? O que poderá estar por trás de tudo isso?
02) Informações do entorno, que a grande maioria da população desconhece: O terreno do CEU Jaguaré possui uma nascente de água. Até ai, tudo bem, mesmo porque essa água poderá ser usada pelo próprio CEU. Mas, se como vizinho o terreno tem um solo contaminado por lixo químico? Até que ponto essa água poderá ser usada? Quase em frente ao CEU, no prédio da antiga Cooperativa Agrícola de Cotia, a imprensa alternativa vem divulgando há meses suposto acúmulo de lixo químico, alvo inclusive de CPI na Assembleia Legislativa Paulista.
E mais: uma simples pequisa no site de fotos Flickr.com, com a tag "ceu jaguaré" mostra fotos da construção do CEU, com muita água e lama dentro. Pode ser água de chuva (o que mostra problema sério de drenagem) o mesmo água da referida nascente.
Por tudo isso, não posso me calar diante dos fatos e venho aqui divulgá-los. Percebam que não criei nada, apenas estou reproduzindo informações colhidas na internet, como pode-se verificar nas tomadas de telas abaixo. Tenho o dever ético de não me omitir diante dos fatos, pois possuo uma escala de valores que regem minhas ações. Afinal, sou educador e sou cristão também, e sei que as omissões seriam cobradas de mim algum dia (como temo um ser superior, não me faço de deus e sei respeitar meu semelhante como gostaria de ser respeitado)!
Finalizando: não estou contra instituições, cargos ou pessoas; apenas mostrando o que deve ser mostrado, lembrando que nada é conclusivo, mas deve ser levado em conta com a atenção que o fato merece. O CEU Jaguaré, pelo que já escrevi mais acima, é importantíssimo para o bairro, mas a forma pela qual está sendo implantado é um tanto quanto esquisita.
Vamos às tomadas de tela, tanto da imagens citadas, como dos noticiarios alternativos.
João César (morador do bairro desde que nasceu, família presente no mesmo há décadas [avô, João Pereira, foi fundador da Sociedade Amigos do Bairro]; membro ativo de comunidade católica [Paróquia São José do Jaguaré]; educador, por formação e vocação, ativo no bairro há mais de 12 anos, conhecedor das verdadeiras necessidades, sem máscaras e tapeações, não tolera injustiças e enganações [para si e para os outros] - "o bom exemplo para as novas gerações vem por atitudes, não por discursos bonitos e vazios").