Histórico


    Categorias
    Todas as mensagens
     Fotos
     Videos
     ProjetosPedagógicos
     Mapas
     Estatuto Criança Adolescente


    Outros sites
     Conheça um Grande Educador
     BLOG Textos Meditativos
     BLOG Refletindo o Cotidiano Escolar
     Blog sobre religiosidade e meditação
     Temas de Estudos/aulas
     Blog Temas de Estudo - Sugestões
     Dicas de Segurança
     Direitos das Crianças - Sites Úteis
     Caminhos pela Educação (coletânea de vídeos)
     Prof Joao no Twitter
     Prof. João no Orkut (adiciono só quem eu conheço!)
     Prof. João no Flickr (fotos)


     
    Prof. João César - Meditação, Religiosidade e Educação (sem vínculos institucionais)


    Aulas suspensas - Gripe

    As aulas na Rede Municipal de São Paulo estão suspensas, para prevenir a propagação da gripe.
    Retorno às aulas previsto para dia 17 de agosto.
    Confira comunicado oficial e detalhes no Portal da SME, neste link:

    http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/default.aspx

    Abraços.

    Prof. João Cesar.



    Escrito por profjoao às 23h10
    [] [envie esta mensagem] []



    Cativar

    CATIVAR
    (Música, de autoria desconhecida, a partir do diálogo entre a Raposa e o Pequeno Príncipe, no livro "O Pequeno Príncipe", de Exupèry)

     
    Uma palavra perdida, já quase esquecida me fez despertar
    Juntando sete letrinhas e todas juntinhas se lê CATIVAR.

    Cativar é amar e também carregar
    Um pouquinho da dor que alguém tem pra levar.

    Cativou, disse alguém, laços fortes criou
    Responsável tu és pelo que cativou.

    No deserto tão só, entre homens também
    Vou tentar cativar, viver perto de alguém.

    Cativou, disse alguém, laços fortes criou

    Responsável tu és pelo que cativou.



    NOTA HISTÓRICA IMPORTANTE:
    Essa música, dependendo da versão ou tradução, pode ter algumas palavras diferentes, como: despertar, relembrar; juntando, contendo. Mas o significado da música não muda!

    Para os alunos e professores da Emef.  M. E. R.* (Jaguaré, São Paulo - SP) no final da década de 90 e início da década seguinte, a música Cativar tem um significado muito especial. Tínhamos nossos corais de professores e alunos, e esta música era um de nossos hinos: cantávamos sempre, sobretudo nos momentos felizes, mas também nos momentos nos quais precisávamos juntar energias para superar as dificuldades.

    Sou muito grato a todas as pessoas daquela época, em especial as professoras Regina Célia (pianista) e Vanda (regente), responsáveis pelos nossos corais.

    A partir do momento no qual nossa escola passou a ser administrada por pessoas (internas e externas) que colocaram a burocracia na frente do lado humano (prevalecendo o aspecto técnico sobre o educativo), nosso coral foi privado de apoio, e morto por inanição em questão de semanas. Foi uma perda lastimável. Nosso piano está literalmente jogado e semi destruido em uma sala da escola. Uma professora tentou tocá-lo, há três anos, e o mesmo caiu literalmente em seus pés; ano passado tentei dedilhar algumas notas musicais, mas os bemóis foram arrancados.

    Não estou buscando culpados (nem precisa, eles estão evidentes), nem sendo saudosista, mas quero dizer apenas que alunos e professores que vieram no pós 2003 não fazem a menor idéia do que era trabalhar em nossa Emef. E tudo isso assegurava vínculos fortíssimos entre nós e a comunidade na qual estamos inseridos, vinculos estes que vemos e sentimos cada vez mais instáveis (por que será?!?).

    Afinal, "somos eternamente responsáveis por quem cativamos"  - e tenho dó, piedade, das almas de "educadores (?)" que ainda não se convenceram dessa verdade. Eu não poderia omitir esses fatos dos mais novos, pois tenho um compromisso para com minha consciência (senão, o que estaria fazendo como educador: formando ou deformando?).

    Professor João César
    inverno de 2009
    http://profjoao.zip.net
    http://profjoaocesar.spaces.live.com

    (*) Nome da escola omitido, para evitar problemas, apesar de vivermos em um regime democrático que prevê liberdade de expressão. Tudo para provar que não estou contra instituições, cargos ou pessoas, mas à atitudes. Afinal, lembremos Santo Agostinho: "uma coisa é o pecado, outra é o pecador."


    Escrito por profjoao às 10h02
    [] [envie esta mensagem] []



    Sondagens, planilhas, metas e ser humano

    Mais uma planilha de sondagens feita e entregue. Isto basta?
    Quantos alfabéticos, quantos que resolvem problemas do campo aditivo, eu tenho e minhas colegas têm? Quantos que nossa Escola têm? Quantos a DRE têm?
    Quantos a cidade, a região metropolitana, o estado, o pais, a América têm? A interação professor-aluno mede-se somente por essas estatísticas?

    Por outro lado, quem quer saber quantos alunos foram capazes de sorrir após uma conquista em sala de aula, por menor que tenha sido? E aquele aluno que veio correndo mostrar que já está lendo e entendendo a redação que fez sobre sua festa de aniversário, isso não conta? E aquele grupinho de alunos que usou alguns instantes da aula para homenagear sua ex professora e seu atual professor, estreitando ainda mais os vínculos humanos, não conta?

    As sondagens e planilhas são super importantes, se levam a refletir a prática pedagógica. Mas se são prioritárias a ponto de atropelar os relacionamentos humanos... Lamentavelmente, serão úteis para mostrar que estamos abaixo das metas exatamente por termos abandonado os vínculos humanos entre educadores e educandos, educadores e educadores, seres humanos e seres humanos.

    As caras fechadas, as pichações, os bullyings, as murmurações e as divisões são sinais mais do que claros de que mentes e corações se petrificaram. E isso é mensurável, quer por tais atitudes, quer por metas estabelecidas e não atingidas!

    Se o lado humano for redescoberto, o ar melhora, os atos violentos diminuem, os educadores encaram os problemas como desafios e os educandos aprendem com mais facilidade. E tudo isso terá reflexos nas sondagens, planilhas e metas.

    Não adianta subsídios de ótima qualidade, promessas de gratificações e prêmios, novas tecnologias, prédios bem arrumados, cursos e horários coletivos "de formação". Se o ser humano não for redescoberto e valorizado, tudo continua por água abaixo; a "formação" transforma-se em "deformação"; o educador, deformado, se auto-brutaliza; e o educando, que não é nenhum idiota, aproveita-se do quadro caótico para pedir socorro com suas atitudes que consideramos como violentas, mas não passam de pedido de socorro ("ei, estou aqui, você não vai fazer nada, olha do que sou capaz").

    Presença educativa, acolhimento, preventividade, valorização do eu e do tu, vivência prática, respeito e valores universais, além do sentido correto de "comunidade", são palavras de ordem! Afinal, nossa profissão tem algo que outras não tem: lidar com o ser humano. E só sabe lidar com o ser humano quem é capaz de se humanizar, e humanizar seu ambiente e suas atitudes.

    Aquelas imagens que carregamos conosco de "paraiso" e "inferno", "anjo" e "demônio", são, na verdade, atitudes e estados ambientais. Construídos por nós, por todos. A própria origem grego-hebraica das expressões "anjo" e "demônio", já dão conta das respectivas funções: "aquele que conduz, caminha junto"; ou "aquele que separa, se torna adversário, pedra de tropeço".

    Afinal, o que somos e o que queremos: de nós e dos outros?
    Que tipo de seres humanos somos? Alguém já lembrou que "o ser humano se humaniza pela convivência". E só pode conviver quem de fato quizer conviver. E só se pratica aquilo que se vivencia.

    Como convivência ainda não se mede por sondagens e planilhas, parece que estamos na contramão.
    Buscar culpados? Meter a cabeça dentro da areia e fazer de conta que não é comigo? Brincar de três macaquinhos (cego, surdo e mudo)? Se comportar como o sapo fervido, que morreu estufado e feliz, na água quente de sua lagoa? Esbravejar pelos quatro cantos? Murmurar? Ironizar? Apedrejar? Alienar-se? Ostentar-se como o mais sábio e inteligente, salvador da pátria? (Hitler também era)... Honestamente, não são atitudes inteligentes; apenas pioram o quadro.

    Deixar como está? Já sabemos as consequências!

    Re-humanizar - a si e aos outros, por meio de uma convivência verdadeira e construtiva, encarando os acertos e progressos dos outros, por menores que sejam, e encarando as dificuldades e erros como oportunidade de crescimento = caminho a ser redescoberto. Fácil? Não! Mas é possível, pois a "profissão de formadores de seres humanos" pode tornar isso possível; quem não estiver a fim disso, que raios de educador é?!?

    João César
    (Educador por formação e vocação, há mais de uma década nesse desafio)
    http://profjoao.zip.net
    http://profjoaocesar.spaces.live.com







    Escrito por profjoao às 11h26
    [] [envie esta mensagem] []



    Agradecimentos

    Agradeço, de coração, a todos que caminharam comigo neste primeiro semestre de 2009. Espero poder estar com vocês no segundo semestre. Que ninguém nos crie mais armadilhas, nem mude as regras do jogo! Quem me conhece, sabe porque escrevo assim.

    Coloco nas mãos de Deus, que é Misericordioso - mas também Todo Poderoso, todos - e também aqueles que de certa forma contribuem para o afastamento entre educadores e educandos. Que Deus dê-lhes sabedoria para entenderem o que estão fazendo.

    Aproveito para relembrar as duas mensagens anteriores a esta (alerta aos moradores do Jaguaré e a história de um grande educador), logo abaixo desta, neste mesmo blog.

    Fiquem na paz.
    Abraços fraternais.

    Prof. João César.



    Escrito por profjoao às 11h41
    [] [envie esta mensagem] []




    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]